Thread started: Feb 9 2009, 8:01 PM EST
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Ao fazer o curso Gente que faz a paz, fui agradavelmente surpreendida com a percepção que a atuação em redes pode ser um excelente exercício para desenvolver e praticar as habilidades pessoais necessárias para uma Cultura de Paz.
Isto acontece porque o padrão rede, sistêmico e complexo, para ser experimentado em sua radicalidade nas relações humanas, implica na vivência individual e coletiva de princípios como autonomia, respeito à diversidade, transparência, interdependência e colaboração. Estes princípios, no cotidiano do operar em rede, são expressos em atitudes como acolhimento, cooperação, convivência colaborativa entre diferentes, disposição para diálogo, entre outras.
Assim, pela afinidade de princípios e atitudes com a Cultura de Paz, acredito que as redes são oportunidades para seu cultivo, podendo contribuir para seu fortalecimento e difusão, pois “o cultivo, a cultura (no sentido de cultivar valores e atitudes), é o que oferece a base, acalenta e cria o cenário para espaços novos, tempos novos para novas respostas. Nossas atitudes podem criar realidades novas, criar qualidade no que fazemos.” (Lia Diskin)
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